Irão desafia potências e diz: “Ninguém manda em nós”
- Francisco Soque

- 8 de fev.
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O Governo do Irão afirmou que não recebe ordens de nenhuma potência mundial e rejeita qualquer forma de pressão externa, numa referência direta aos Estados Unidos. A declaração surge dois dias após o reinício das negociações nucleares indiretas entre os dois países, em Omã.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, garantiu que o país não procura desenvolver uma bomba nuclear, defendendo que o programa serve fins pacíficos, como a agricultura, a saúde e o fornecimento de energia.
“O nosso poder é dizer não às grandes potências. Ninguém tem o direito de nos dizer o que devemos fazer”, afirmou Araqchi, sublinhando que o Irão não vai abdicar do direito de enriquecer urânio.
Apesar do tom firme, Teerão diz estar aberto ao diálogo e disposto a esclarecer preocupações através da diplomacia, mas avisa que responderá a qualquer ataque militar.
O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, classificou as negociações com os Estados Unidos como um “passo em frente”, reiterando que o enriquecimento de urânio para fins pacíficos é um direito do país.
As conversações decorrem num momento de forte tensão interna no Irão, marcado por protestos e ameaças de intervenção militar por parte dos Estados Unidos.
Texto: Soque Soque


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