Mais de 330 jornalistas estavam presos no mundo no final de 2025
- Francisco Soque

- 21 de jan.
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Mais de 330 jornalistas encontravam-se detidos em diferentes países no final de 2025 por causa do exercício da profissão, segundo um relatório do Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).
Jornalista: Francisco Soque
A China lidera a lista, com cerca de 50 jornalistas pr3sos, seguida de Myanmar (30) e Israel, onde 29 jornalistas palestinianos estavam encarcerados. A Rússia surge logo depois, com 27 detenções, muitas delas envolvendo jornalistas ucranianos. Bielorrússia e Azerbaijão também figuram entre os países com mais casos.
Embora Angola não figure entre os países com maior número de jornalistas pr3sos, organizações da sociedade civil, profissionais da comunicação social e observadores independentes têm alertado para pressões subtis, como processos judiciais, intimidações, limitações no acesso à informação pública e dificuldades no exercício pleno do jornalismo crít1co.
Nos últimos anos, ainda no contexto angolano, casos envolvendo chamadas a tribunais, notificações policiais, apreensão de equipamentos e am3aças veladas a jornalistas e órgãos de comunicação independentes têm sido apontados como sinais de um ambiente que, apesar de legalmente aberto, ainda inspira cautela entre profissionais da imprensa.
O relatório mundial revela ainda que quase metade dos jornalistas detidos não foi condenada, e que muitos dos que receberam sentença cumprem penas superiores a cinco anos. Cerca de um em cada três denunciou maus-tratos, incluindo tortura e agressões físicas.
A Ásia continua a ser a região com mais profissionais dos media atrás das grades, com pelo menos 110 jornalistas presos, mantendo-se como o principal foco de preocupação das organizações internacionais de defesa da liberdade de imprensa.

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