Netanyahu vai aos EUA pedir posição mais dura contra o Irão
- Soque Soque
- 11 de fev.
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, desloca-se esta quarta-feira a Washington com um objectivo claro: convencer o Presidente norte-americano, Donald Trump, a adoptar uma posição mais firme nas negociações com o Irão.
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Antes da viagem, Netanyahu afirmou que pretende apresentar a Trump os princípios que considera essenciais para qualquer entendimento com Teerão, defendendo que o acordo deve garantir “Paz e segurança no Médio Oriente”. Além do programa nuclear iraniano, o chefe do Governo israelita quer incluir limites aos mísseis balísticos e o fim do apoio do Irão a grupos armados hostis a Israel, como o Hamas, os Houthis e o Hezbollah.
A visita acontece numa altura em que Washington e Teerão retomaram contactos diplomáticos. Na sexta-feira, representantes dos dois países reuniram-se em Omã e admitiram haver espaço para continuar o diálogo. Ainda assim, o Irão tem insistido que só aceita discutir o seu programa nuclear, rejeitando alargar a agenda.
Os Estados Unidos, por sua vez, reforçaram a presença naval no golfo Pérsico, num sinal de pressão adicional sobre a República Islâmica.
Netanyahu e Trump já se encontraram várias vezes desde o regresso do líder norte-americano à Casa Branca, em janeiro de 2025. O Presidente dos EUA visitou também Jerusalém, em outubro, após o anúncio de cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.
As tensões entre Israel e o Irão intensificaram-se nos últimos anos. Em 2024, Teerão lançou dois ataques com mísseis contra território israelita, em resposta a acções atribuídas a Israel na Síria, no Líbano e no próprio Irão. Já em junho de 2025, os dois países envolveram-se num conflito directo de 12 dias, após um ataque israelita contra alvos militares e instalações ligadas ao programa nuclear iraniano. Os EUA juntaram-se à ofensiva e bombardearam três infra-estruturas nucleares.
A nova reunião em Washington poderá definir os próximos passos na relação entre os dois aliados e no rumo das negociações com Teerão.
DR





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