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FMI parabeniza Burkina Faso pelas reformas económicas e aumento considerável da produção de ouro

  • Soque Soque
  • 16 de fev.
  • 2 min de leitura

O Fundo Monetário Internacional elogiou a “agenda ambiciosa de reformas” e a “gestão macroeconómica sólida” do Burkina Faso, após o país atingir, em 2025, uma produção recorde de 94 toneladas de ouro, mais 30 toneladas em relação ao ano anterior, segundo dados oficiais do sector mineiro.


Texto: Soque Soque


A subida da produção ocorre depois de o governo de transição, liderado pelo capitão Ibrahim Traoré, concluir a nacionalização de cinco activos mineiros estratégicos, num processo iniciado em 2024 para reforçar o controlo estatal sobre os recursos naturais. Só num ano, a produção cresceu 47%, consolidando o ouro como principal motor económico do país.


De acordo com a delegação do FMI, chefiada por Kenji Okumura, políticas económicas firmes, crescimento acelerado das exportações e maior controlo fiscal permitiram manter a dívida pública numa trajectória sustentável, ao mesmo tempo que a inflação permaneceu sob controlo.


A Revista Luanda soube que as reformas incluíram maior fiscalização para travar o contrabando, exigência de participação mínima estatal em investimentos estrangeiros e reestruturação do quadro legal mineiro — medidas que contribuíram directamente para o aumento da produção e das receitas públicas.


O FMI considera que a economia do país se mantém “resiliente”, apesar dos desafios humanitários e de segurança, destacando ainda que as reformas permitiram ao Burkina Faso sair da lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira, reforçando os indicadores de transparência e governação fiscal.


No plano geopolítico, o país tem-se afastado progressivamente do eixo ocidental, seguindo uma linha comum com Mali e Níger, após a ruptura com a CEDEAO e o reforço de cooperação estratégica com a Rússia, num contexto de tensão histórica com a França, antiga potência colonial da região do Sahel.



Segundo o FMI, o crescimento económico deverá situar-se em torno de 5%, impulsionado sobretudo pela forte produção aurífera, consolidando o sector mineiro como pilar central da economia burquinense.

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