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Líder cessante da União africana pede investimentos significativos em água e saneamento

  • Soque Soque
  • 15 de fev.
  • 2 min de leitura

O Presidente de Angola e líder cessante da União Africana, João Lourenço, defendeu em Adis Abeba, Etiópia, a necessidade de investimentos significativos no sector da água e saneamento para garantir acesso universal e equitativo aos africanos.


TEXTO: SOQUE SOQUE


Durante a abertura da 39.ª Cimeira da organização, antes da passagem de pastas para o Burundi, o chefe de Estado angolano afirmou que os objectivos da “África que queremos” não serão plenamente alcançados sem resultados concretos nestas áreas essenciais.


Segundo João Lourenço, a conferência analisou temas fundamentais para o funcionamento e crescimento da organização, avaliando os resultados do último ano e os desafios ainda por superar.


O Presidente destacou que o acesso à água potável e ao saneamento deve ser encarado não apenas como questão técnica, mas como um compromisso político e moral para com os povos africanos.


Apesar da abundância de recursos hídricos no continente, referiu, milhões de cidadãos continuam sem acesso seguro à água potável e a sistemas adequados de saneamento, um desafio que exige respostas integradas e sustentáveis.


O líder cessante sublinhou ainda que a água é um recurso vital para o desenvolvimento económico, a saúde pública, a segurança alimentar, a estabilidade social e a paz em África, defendendo esforços conjuntos para garantir acesso universal a estes serviços, em linha com a Agenda 2063.


Na cerimónia de transição, João Lourenço desejou êxitos ao seu sucessor, o Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, destacando a complexidade da missão e a necessidade de empenho colectivo para romper o ciclo de subdesenvolvimento no continente.


Num balanço do seu mandato, afirmou ter procurado reforçar o papel da organização como plataforma de concertação política e acção concreta, promovendo maior articulação entre Estados-membros, mobilização de parcerias para infra-estruturas resilientes e medidas preventivas face às alterações climáticas.


João Lourenço abordou também os conflitos em várias regiões africanas, com destaque para o Sudão e a República Democrática do Congo, bem como a expansão de grupos terroristas no Mali, Burkina Faso, Níger, Nigéria, norte dos Camarões e na Somália, além dos ataques no norte de Moçambique.

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